OBRIGADO PELA VISITA

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Subsídios x bolsa família

“Os comunistas sempre souberam chacoalhar as árvores para apanhar no chão os frutos. O que não sabem é plantá-las...”
Roberto Campos

Toda vez que eu ouvia o senhor Roberto Campos na TV me corroia por dentro, ver aquele senhor defender idéias duras era muito difícil, mas escutava-o atentamente como um lutador deve estudar seu oponente.
Hoje vejo o quanto é bom ouvir sempre os dois lados de uma questão, uma parede não se sustenta apenas com uma única ferramenta, e serão necessários o nível o prumo e o esquadro se quiser equilibrar as coisas; Escutar faz bem, principalmente escutar gente inteligente.
Toda essa introdução serve apenas de abertura para meu tema principal que será a dicotomia entre as falas do governo. De um lado a defesa do bolsa família, bolsa gás, bolsa pinga, bolsa voto..., e de outro lado, a crítica aos subsídios agrícolas na Europa e nos EUA.
Sei que inicialmente as duas coisas podem parecer distantes, mas gostaria de demonstrar o quanto os dois são próximos.
Converse com qualquer sitiante no Brasil, que você verá que “ele ma le ma faz pro fumo”, e na primeira oportunidade troca o sítio com algum doutor por uma casa na Cohab, mais uns trocados que não duram muito.
O doutor que não conhece a terra e logo só vê gastos e o ex-agricultor agora desempregado, sem receita nenhuma recebe os bolsas da vida e canta saudade da minha terra.
Os “gringos”, americanos e europeus por sua vez, subsidiam seus pequenos produtores mantendo-os na zona rural, gente da terra que tira seu sustento, estuda os filhos, trabalham de sol a sol, mas vêem seu trabalho recompensado com uma garantia de preço.
Como pudemos observar, nos dois casos existe dinheiro público tentando resolver problemas sociais. Em um, há um prêmio pela pobreza e no outro há um prêmio pelo trabalho; Além disso, tem acrescido os problemas sociais provocados pelo inchaço urbano.
Sei que o Sr. Roberto Campos não aceitaria nenhum dos dois modelos, era um liberal convicto, mas advertia “o jovem que não tivesse sido de esquerda na juventude era um alienado político, mas na maturidade aceita-lo era ingenuidade”, mas acredito que ele digeriria melhor o segundo modelo, ate porque é usado no berço do liberalismo econômico, os EUA.
Espero ter demonstrado como copiamos mal, andamos em rodas quadradas, e reclamamos do quê?
Poderíamos propor um modelo que fosse migrando para um modelo que recompense o trabalho.
O problema é: qual dos dois compra votos?

Ricardo Viegas - CRA-SP 93287

Formado em Administração de Empresas
Máster Practitioner pela SBPNL
Prof. de Ensino Técnico e Palestrante
Blog: www.democraciadavoz.com.br

2 comentários:

Anônimo disse...

adorei o texto parabens

Anônimo disse...

intiresno muito, obrigado